segunda-feira, 6 de outubro de 2008

leminskiando

o telefone tocou
me arrumei toda
pensei que era.

domingo, 5 de outubro de 2008

PARTE 2 de algo apenas

(...)

- Você é linda.
- Você, não?
- Teu corpo têm cheiro de livro novo.
- Gosta de ler?
- Gosto. Percebi que os livros escolhem a gente.
- Eu não escolhi você. Ou melhor, escolhi sim. A mulher sempre escolhe, mas se a questão fosse mesmo de escolha, e alguém tivesse me avisado, talvez a minha escolha fosse não te escolher. Talvez eu escolhesse diferente.
- Pois eu não. E nem você, creio eu. Você fala muita coisa que não pensa. Já me acostumei com a idéia de que tudo, ou quase tudo que você diz, não quer dizer, só diz por não saber dizer outra coisa. Por que esconde tanto o que sente?
- Porque todas as vezes que assumi doeu muito. E ainda dói, até hoje. Tenho dificuldade com cicatrizes. Resolvi tirar meu piercing do umbigo depois de 3 anos por mera dificuldade de adaptação a uma aproximação desse porte, e quando ele se foi, ficou um buraco que não fecha.
- Suas comparações são dignas de estudo aprofundado.
- Acha mesmo? Foi só uma tentativa de enlaçar o que não se pode tocar. Sei que isso te irrita. Mas não perco essa mania de desafiar leis gerais, mesmo sabendo que isso te irrita ainda mais.

(...)

PARTE 1 de algo que não sei

Ele deu um passo à frente, ela um passo atrás.

- Por quê?
- O quê?
- Me dá sua mão.
- Sua mão é grande demais pra mim.
- Eu te protejo.
- Por quantas horas?
- Já é alguma coisa.
- Não é nada.
- Melhor que nada.
- Melhor é nada.
- O tempo vai passar. A gente vai deixar de ser o que é.
- A gente é alguma coisa?
- Eu sinto vontade de você.
- Eu também.
- O quê?
- Sinto vontade de mim.
- Só?
- Por hora, sim. Você foi na exposição da Clarisse?
- Não.
- Vai.
- Vou.
- Ela fala de você lá. "Uma das muitas formas de entender é achar bonito".
- Eu?
- É. Você. A gente. Nos entendemos na beleza que não temos.

(...)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

definir-se e arder, isso é amar

"Pinta-se o amor sempre menino, porque, ainda que passe dos sete anos, nunca chega à idade de uso da razão. Usar de razão e amar, são duas coisas que não se ajuntam. A alma de um menino que vem a ser? Uma vontade com afectos, e um entendimento sem uso. Tal é o amor vulgar. Tudo conquista o amor quando conquista uma alma; porém o primeiro rendido é o entendimento. Ninguém teve a vontade febricitante, que não tivesse o entendimento frenético. O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor. Nunca o fogo abrasou a vontade que o fumo não cegasse o entendimento. Nunca houve enfermidade no coração que não houvesse fraqueza no juízo. Por isso os mesmos pintores do amor lhe vendaram os olhos. E como o primeiro efeito, ou a última disposição do amor, é cegar o entendimento, daqui vem que isto, que vulgarmente se chama amor, tem mais partes de ignorância; e quantas partes tem de ignorância, tantas lhe faltam de amor. Quem ama porque conhece, é amante; quem ama porque ignora é néscio. Assim como a ignorância na ofensa diminui o delito, assim no amor diminui o merecimento. Quem ignorando ofendeu, em rigor não é delinquente. Quem ignorando amou, em rigor não é amante"



PAV

quarta-feira, 30 de julho de 2008

dia branco

"
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu te prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar...
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
"

sexta-feira, 4 de julho de 2008

DESABA - fo.

sobre a importância de, às vezes - ou (quase) sempre - ser menos

"caetanear" o que há de bom

estou me a vir
e tu como é que te tens por dentro?
porquê não te vens também?
caetano

quarta-feira, 25 de junho de 2008

de nós dois

é como se, metade madrugada fria, metade falta.

o frio me faz calmaria, pede coisas que há tempos ninguém ousa:
pede-me, por favor.
diz que a cama é quase sempre o melhor lugar, que a coberta, quando é humana esquenta com mais autenticidade. lembra-me coisas que me esforço o ano inteiro pra esquecer.
o frio traz a gente de volta pra gente, ou leva á um outro que também precisa de um.
nessa época do ano é bonito lembrar daquele chocolate com gosto, daquele abraço que fala, daquela mão, que daquele jeito, naquele minuto foi só sua.

lembrar do dia em que ser só não tinha graça, bom era ser dois com unidade.

quando o vento bate penso em como tudo estaria se ele não ventasse, se o tempo
fosse outro, se a palavra fosse: sim, não ou silêncio.

se lançar é ainda mais difícil quando o corpo pede calor.
calor é difícil de achar.
nem todo fogo aquece.
calor vêm da alma, é como se o sol se doasse por segundos, construindo um momento raro, sagrado, que abastece e nos coloca á postos pra vida.
uma questão de encontro de almas.
como caio já dizia:

"num deserto de almas uma alma especial encontra a outra de imediato"

é como se a vida chegasse bem perto com lucidez:
- Estou aqui. me usa, mas não abusa. ou pensa em colecionar vasos quebrados?
sobre a arte de ver o que ainda existe.
sobre não engolir a vida nem ser engolido por ela.
sobre a importância de pensar no que somos com um outro, por uma vida menos quebradiça.
sobre a arte de encontrar na vida algo tão puro e verdadeiro quanto uma canção do Roberto.

domingo, 8 de junho de 2008

estamos com fome de amor

"Vivemos cada vez mais tempo,
retardamos o envelhecimento
e estamos a cada dia mais belos
e mais sozinhos"
...
arnaldo jabor

domingo, 9 de março de 2008

arte

a arte é uma esquina da vida,
mostra-se nela o que não se pode traduzir na vida por motivos muitos.
a arte é uma droga,
é ausência
ou a presença insuportável de si.

escritos passados sobre aquela que me sonda com gosto.

sábado, 1 de março de 2008

Morangos Mofados

"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suícidios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro o cheiro preciso dele (...) mas sabes, principalmente, com uma certa misericórdia doce por ti, por todos, que tudo passará um dia, quem sabe tão de repente quanto veio, ou lentamente, não importa. Só não saberás nunca que neste exato momento tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva."

Caio Fernando Abreu

sábado, 23 de fevereiro de 2008

despe - dir

é duro se vestir pra quem se despe com outro.


tchau.

este, agora é honesto.

o vestido já manchou,
o lenço já caiu e ninguém pegou,
não quero esperar por mais.
parece que passou como as horas,
que se despedem sem esperar convite,
como se só valesse a pena por ser irremediável.
eu te fiz solução,
mas você é carente de remédio - mais que eu inclusive.
só eu fui capaz de aliviar-te quando a farmácia não servia.
eu servia,
e servia com prazer.
...e ainda sirvo sem querer,
como um escravo que não sabe o que fazer com a auforria.

domingo, 27 de janeiro de 2008

folia

"diz meu bem, o que é que você têm? diz meu bem, que eu quero ter também"

A Folia da Menina Passarim
música de Claudio Lyra, o moço que canta leve.


...

sábado, 18 de agosto de 2007

como flor

quando digo que muitas podem te servir de consolo, refiro-me a mim. nenhuma outra blusa te cairá tão bem, pelo menos a meu gosto. sabe, eu ando cansada de palavras mal postas, de canções fragmentadas, desse disse-não-me-disse, desse jogo que ninguém ganha. quisera eu ser mulher o bastante, te olhar nos olhos e dizer:

- Não vês que somos o suficiente?

- Por que de tanto atraso?

agora que o real entrou janela á dentro o lirismo desaparece sem dó. ando por lugares que cheiram a velho em busca do seu cheiro de novo. isso seria bonito se não fosse uma história mal contada. queria te escrever um poema, um trecho de Rita Apoena, que datilografa a alma feminina como ninguém - você se daria bem com ela, deveriam escrever um livro juntos - poderia também ligar-te e falar qualquer coisa que venha de dentro, assim de improviso mesmo, sem cena pronta, ando estafada de métrica, enlatado, escrever uma carta também seria autêntico, dizer coisas do tipo:

"ontem eu sonhei que me abraçava, era um abraço que me fazia ainda mais sua. eu gosto quando parece criança, quando termina uma frase sem pensar, quando me faz silêncio, quando discursa o texto que eu gostaria de ter escrito. gostaria de dizer que você quando longe, me dói."

coisas bobas mesmo,
coisa que só escreve quem se sente achada,
coisa de quem é só espera,
de quem vive pelas ruas com olhar disperso,
de quem procura um cheiro que passou.



***

terça-feira, 31 de julho de 2007

apego

Era iverno.

Mariana levantou ao meio-dia, abriu um sorriso de dar inveja ao sol e pensou em como seria bom se cada um ficasse enrolado, mergulhado em si até o momento que julgasse necessário. Ninguém melhor do que nós mesmos para entender as lamúrias da nossa alma. Alguns sábios dizem que "preguiça é revolta", se tivesse nascido em qualquer época turbulenta, seria ela a líder de uma revolução sem causa. A luta pelo nada, como toda e qualquer luta. Ela só queria aconchegar a alma, aquecer suas mãos, para não acabar resfriando. As revoltas são mais valiosas quando se esbraveja consigo. Aquele que grita para uma multidão é porque ainda não se convenceu de fato.

Mariana sabia das suas horas, sabia o exato momento de partir pra si.

Ela tinha graça, era a graça em pessoa e dançava até quando não sabia o passo, dançava sozinha sem atentar para tropeços comuns, como uma folha que sabe, mas não teme o impacto da queda.

Dançava,
dançava,
dançava até suas mãos ficarem frias.

Até que um dia frio-desses-qualquer resolveu experimentar dançar junto. Dançou com um vendedor de sorvetes que parecia ser seu amigo, dançavam horas e horas sem tropeços, com métrica, agora os passos eram precisos. Pensou em como um vendedor de sorvetes conseguia ter mãos tão aquecidas, mas desistiu de entender. Se apegou àquele par a ponto de nem se lembrar da dança consigo, das quedas, do frio nas mãos.

Um-dia-seguinte Mariana foi ao encontro do seu par que não mais estava. Chegou a se perguntar se algum dia esteve, olhou para o chão e viu um sorvete caído com a casca apontando pro céu, ameaçou pegar, mas desistiu de arriscar o calor que ainda conservava nas mãos. Acontece, que o moço não podia mais ficar ali, teve de habitar lugares mais quentes para vender seus sorvetes frios, fora vender sorvetes em outra freguesia.

Mariana sentiu frio nas mãos, resfriou e foi durmir.

sábado, 9 de junho de 2007

final feliz

- depois de tão pouca coisa, me senti alforriada, livre de você, como alguém que larga um vício. uma mistura insólida de liberdade e perda. um riso querendo chorar. é muito difícil tomar as rédeas do tempo, é mais fácil esperar que ele decida. agora, quando lembro do início, do meio, do fim, me parece que foi sonho, sou-lhe muito grata, me proporcionou o direito de sonhar acordada, sôa cafona, mas é verdade. a vida imita o teatro, a gente têm que saber pontuar pra ficar interessante, se não tudo se perde, e o que um dia foi bonito, termina num desastre.



foi assim, como apagar o último cigarro.

domingo, 6 de maio de 2007

"a poeira é só vontade que o chão têm de voar"

rita apoena

dor mundo

você nunca vai me ter se insistir em ser do mundo. porque o mundo já é meu há tempos, desulpe te dizer só agora. alguém me deu, não lembro quem, acho que foi Deus, ele disse assim:
- Menina, toma conta do mundo.

eu não pude recusar. ele é pai, e pai a gente ouve sem pestanejar.
por isso, ele é meu, e eu dele.

mais inteligente da sua parte seria se aliar aos mais fortes. isso na verdade é só um conselho, porquê eu também sei ser muito, na verdade nunca consegui ser outra coisa, você quase me ensinou que ser de um pode ser bom, mas não chegou a tanto. para que aja aprendizado, é preciso que aja entrega, almas nuas. algumas vezes eu ameacei ver além, via uma sombra, mas ela logo ia embora e a gente ficava ali naquela entrega pouca.

é preciso que se viva sabendo da força do tempo.
é preciso que se entenda que ser o todo é doído. Gandhi era um homem brilhante, mas não era bom pai. na vida é assim, ou você cuida de todos, ou de um só. não existe escolha, existe aptidão. já se nasce pro mundo ou para alguém do mundo.
agora me veio à cabeça: pode ser que o mundo também não seja só de um, logo, é possível que você também seja dele. agora me sinto traída, por você e pelo mundo. nunca me disseram nada! vocês são um do outro e eu sou uma de vocês dois. não sei se me agrada a idéia de ter que dividí-lo contigo. mas a vida é assim cheia de conflitos pequenos quando se nasce para um, e cheia de conflitos menores ainda quando se nasce para o todo. o todo nada mais é do que um vezes o infinito. logo pode-se nascer para cuidar de um ou de uns. quem é levado á segunda opção está condenado a dar mais do que recebe, o muito têm pouco pra dar, um pouco de cada um, o que pode ser um tanto, mas não preenche. quem ocupa a primeira opção vive de troca, a idéia é que os pesos e medidas sejam exatos, mas não são, nunca, ou quase nunca. a vida é cheia de graça e você está para um outro assim como o outro está para você, assim, você nunca está sozinho.

o todo condena e te faz parecer além.
até que você se sente Deus, é morto na cruz pelo cuidado pouco para com um monte e a vida passa a ser um rescussitar diário.

vidarte

só o teatro me permite voar.
a vida não.
preciso aprender a arte da vida pra ter material cênico, como você diz. o problema é que minha imaginação não presta, e diz:

- Não precisa ir tão fundo, dou conta do recado.


eu ouço e fico assim, na superfície, como espectadora da vida, como alguém que vê uma peça já sabendo o final, como alguém que se julga além disso tudo.

domingo, 8 de abril de 2007

a mudança é a felicidade

preciso agora narrar um grande encontro, digno de um roteiro de cinema.
sabe quando as festas são comuns sem que nenhuma das partes tenha se esforçado para tal?
tinham hora marcada, mas o tempo dessa vez colaborou e os colocou juntos antes mesmo do merecido. se encontraram numa festa de amigos em comum, únicos até eu diria. uma dádiva...
"supeitos de um crime perfeito"

os olhares cruzavam por alguns segundos descabidos, era quase um transe, um êxtase comum, vontade de correr dali naquele instante, não podiam, tinham hora marcada, um com o outro, e ai de um se ousasse interromper o combinado do outro. era um compromisso e tanto.
a festa era bonita, as pessoas incomuns, mas tudo tinha música, harmonia, colírio. os
anfitriões eram finlandeses, tornava-se obrigatório a pintura de ovos de galinha mesmo, é tradicional, eles retiram a parte interna e pedem pra que todos os convidados registrem
seus dotes ali mesmo, num ovo. era quase páscoa, eis o motivo, muito bom por sinal, artístico eu diria.
ela pintou seu momento, ele refletiu seu vício por ordem, tão óbvio que ela mesma poderia ter pintado que todos pensariam ter sido ele.
existiam frases soltas:
- A noite vai ser longa...
- Será?

sorte dela se flor.

ele resolveu parar com a bebida, foi até a cozinha pegar um refrigerante.
ela entendeu o recado e foi buscar água. ele voltou á varanda pra buscar copo, ela
bebeu no gargalo mesmo. tão diferente que até parecia vertigem.
no meio da sala, seguindo caminho oposto ela fala no meio de todos, mas era como se ninguém existisse, ninguém ouvia, não tinha fala quase, era um silêncio composto de uma articulação comum a essas duas almas apenas.

- Vamos embora?
- Vamos?
- Haham.

- Vou indo porque vou pegar uma carona com ela.
vale lembrar que existia uma ponte entre os caminhos.

o sentido não importava muito, eu acho.

despedidas seguidas de mensuras para que ficassem mais um pouco. não dava, era cansaço
demais.

ela decide ir no banheiro e o encontra a abrir a porta pra sair.
meio sorriso de um lado.
meio de outro.
sorriso completo.

foi difícil, mas finalmente livres. o barulho da porta sendo fechada, do elevador se
preparando pra subir, um beijo, dois, três com vontade de ser bem mais, vontade de desafiar
o tempo. o elevador chega e nada se modifica, agora de fato eram culpados. o elevador parou no primeiro. ops, lugar errado. a saída era na garagem. ela havia dito, mas ele estava muito ocupado pra ouvir. o elevador volta a subir. um dos dois atenta para o ocorrido, mas ninguém ouve, nem mesmo quem disse. o elevador pára exatamente no andar da festa dos ovinhos, entra um casal estrangeiro, um dos muitos que por lá estavam. nos comunicamos na medida do possível, sorrisos comuns, motivos bem diferentes. e mais uma despedida com perguntas em excesso.
o carro era quase uma carta de alforria, um grito no escuro, um sopro de luz.
o sinal fechado nunca fora tão querido, era como quase tudo gratuito, um instante de desordem.

finalmente chega-se onde deve, por acaso ou não, as mesmíssimas paredes daquela última vez. um dos dois pergunta se não será o fim. acontece que a pergunta era filosófica demais comparada a um momento tão prático.
nunca foram tão um do outro.
uma vontade de eternizar naquele exato.

nenhuma palavra conseguia falar, num primeiro momento tudo era silêncio.

alguns sorrisos tão cabíveis, bonitos. dormiram até, uma prova, seja lá do que for.

as palavras trocadas entre um momento e outro pouco importam. aquele encontro se fez
de silêncios coincidentes, confidentes, surpreendentes.

"não foge de mim. a mudança é a felicidade"

parece tudo mentira. acredito que seja mesmo. instantes como esses deveriam ser pintados em ovinhos.