sexta-feira, 20 de maio de 2011

como ou o que dizer pro outro?

eu.

bem, se eu pudesse te dizer, eu diria que hoje eu lavei 14 calcinhas, sim porque eu vou acumulando não sei bem por que motivo, mas eu faço isso, foi sempre assim, aí eu pego e lavo todas, parece que começa tudo de novo, e isso me agrada, essa coisa de tudo de novo.

eu diria também que não é sempre tão fácil quanto parece falar o que se pensa, mas eu acho também que quando a gente fala não significa que é assim pra sempre, só que está sendo naquele momento por questões diversas, e naquela hora era daquele jeito e era importante pra mim escrever o que escrevi e ler o que li.

e aí ontem eu fiquei sentindo essa coisa do vazio, de não saber muito o que fazer sem, de querer sair, beber, mas não tinha forças, e nisso eu descobri que essa zona toda, essa festa constante, embora seja sempre solitária acontece acompanhada de uma força outra que vem de longe, que atravessa de jato, eu fico pensando que você deve ficar um pouco fraco, porque é muita energia que eu demando daqui e deve haver fundo daí.

eu não posso esquecer de dizer nada, então, eu fiquei pensando que se você não quiser mais falar comigo tudo bem, eu mando sua blusa no dia 12 por sedex, porque já comprei, então a gente já tem uma coisa que prende a gente, a gente sempre arruma esse tipo de coisa, tem o show do paul também que eu precisava comprar metrô antes, mas você não atende, depois não vai reclamar que vou querer ir de taxi, porque os bilhetes vão acabar, essa coisa de show grande é um caos.

o chuveiro! o chuveiro está começando a melhorar, hoje vem um técnico aqui e eu não fui trabalhar, e eu até entrei no msn, mas você estava mudo, ontem tomei um banho á noite tão quente, mas tão quente, que ele conseguiu suprir sua falta, como um banho quente pode mudar o rumo de uma noite, se fosse frio provavelmente eu ficaria mal humorada, desesperada e tudo mais, mas não, eu dormi, não tão bem quanto gostaria, mas dormi inteira.

ontem quando eu vim andando pra casa vi que algo estava diferente, aí percebi que eu sempre subia a rua falando com você, você não me buscava por questões geográficas, mas a gente se falava, e eu estava acostumada.

são essas coisas sabe, essas pequenas coisas que fazem com que grandes coisas existam.

a gente existe ainda? não vou ligar, não vou gritar, agora o tempo é seu e está na sua mão, espero que saiba curtir isso, com isso, porque eu to curtindo do lado de cá, eu precisava desse movimento, sinto falta, mas to respeitando essa falta, principalmente por achar que ela não tarda ir embora.

espero que esteja tudo bem por aí como aquele dia que você estava feliz entre amigos me ligando sem retorno, porque eu ainda estou bem com tudo isso, apesar de tudo isso.

beijo, me liga.

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